sobre nós

Os meus lugares felizes são todos no Verão. E nas suas casas.
Primeiro nos Açores, onde cresci, e no Algarve nos anos 70 e 80.
O Alentejo vem depois, já adulta. Como refúgio.
Com o seu calor intenso, a sombra dos sobreiros, o cantar das cigarras. As paredes caiadas, os pátios e a água a correr no canal. E a molhar os pés na bocas de água dos canteiros de arroz.
Um amor que me ensinaram.
Que é também o amor da quietude e do vagar.
Desse amor vem a ideia da reconstrução das ruínas dos Montinhos. Que é um lugar quieto. Com as suas “chaminés de escuta” onde passaram tantos rumores e histórias.
O que é tangível hoje é a materialização das memórias desses verões, de lutas, de histórias e do destino.
Agradeço ao meu marido e a Santa Catarina.

- MAFALDA

Cresci com a música, numa alta fidelidade aos sons que trago de pequeno. Escalas pentatónicas, nitidamente enraízadas nas minhas origens orientais.
Que só podiam antever o tão grande bem estar sentido por mim neste natural quase silencio alentejano, ora cortado pelas conversas das cegonhas no verde cru dos arrozais, pelo chilrear do pisco-de-peito-azul ou mesmo o simples restolhar das asas dos pardais em busca de locais de nidificação. Enfim, parece que todos almejamos o mesmo.
A vontade e força anímica para levar a cabo toda esta edificação é mesmo da minha mulher, eu sou só quem tenta tornar todas as suas vontades numa realidade palpável.

- RUI